Newsletter Leader Cargo Julho 2026
- ASSECOM Assessoria em Comunicação

- 25 de jun.
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Com alta na movimentação de cargas, Porto de Paranaguá amplia capacidade para exportações

Considerado um dos principais corredores logísticos do Brasil, o Porto de Paranaguá segue ampliando sua participação no comércio exterior. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo portuário exportou 277,5 mil toneladas de carne bovina. O volume representa a segunda maior movimentação do país, com participação de 24,7% nas exportações nacionais. Os principais destinos dos produtos foram China, Estados Unidos e Rússia.
Entre janeiro e maio deste ano, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimentou 690 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), resultado impulsionado pelo crescimento das operações de importação e exportação.
De acordo com a TCP, empresa que administra o terminal, as exportações somaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações alcançaram 1,3 milhão de toneladas, uma alta de 6%.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o Porto de Paranaguá está ampliando sua liderança nacional nos embarques de proteína animal, reforçando seu papel estratégico para o agronegócio brasileiro. “O crescimento da movimentação de cargas é acompanhado por investimentos que vão ampliar a capacidade do porto e garantir mais eficiência para o escoamento da produção e da infraestrutura portuária”, afirmou o chefe da pasta.
Avanços na infraestrutura
Para acompanhar a crescente demanda da movimentação de cargas, o complexo portuário está dentro de um pacote de investimentos, conduzidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), realizado para ampliar a capacidade logística e modernizar os acessos do porto.
Entre as principais iniciativas está a obra do Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação de Paranaguá. Considerado o maior projeto público portuário em andamento no Brasil, o empreendimento já ultrapassou 95% de execução e recebeu mais de R$ 500 milhões em investimentos, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A nova estrutura deverá aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, elevando a movimentação dos atuais 550 para 900 vagões por dia. Além do ganho operacional, o projeto é considerado estratégico para o reequilíbrio da matriz logística local.
Outro avanço importante é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê investimentos de R$1,23 bilhão ao longo de 25 anos para dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária que conecta o complexo ao mar aberto. A iniciativa busca garantir maior previsibilidade operacional e segurança da navegação.
Duas novas companhias aéreas estrangeiras são autorizadas pela Anac a operar no Brasil

Reforçando o foco na ampliação da conectividade aérea internacional e na promoção de um ambiente regulatório que favoreça a concorrência, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou, em 17 de abril, duas companhias aéreas estrangeiras a operar serviços de transporte aéreo internacional regular de passageiros e carga com origem e/ou destino no Brasil.
Por meio das Portaria nº 19.439 e Portaria nº 19.449, de 15 de junho de 2026, a Agência autorizou as empresas da Espanha Wamos Air S.A. a realizar operações regulares internacionais no país e a nigeriana Air Peace Ltd. para operar serviços regulares de transporte aéreo internacional de passageiros e carga com origem e/ou destino no Brasil.
As autorizações foram concedidas com base no Código Brasileiro de Aeronáutica e seguem os procedimentos previstos pela regulamentação da Anac para empresas estrangeiras interessadas em atuar no mercado brasileiro.
Fonte: Site oficial do Governo Brasileiro
Concessão do Porto de Itajaí abre caminho para remover navio Pallas e ampliar competitividade do complexo

A concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí vai marcar uma nova etapa de modernização do complexo portuário catarinense e viabilizar uma intervenção aguardada há décadas: a remoção dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu em 1893. O projeto, estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), prevê investimentos de R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão seja realizado no segundo semestre deste ano.
A iniciativa representa mais um passo na estratégia do Governo do Brasil para consolidar a retomada do Porto de Itajaí, recolocando o complexo entre os principais polos logísticos do país. Além de assegurar dragagens programadas e maior previsibilidade operacional, a concessão permitirá o aprofundamento do calado para até 16 metros, possibilitando a atracação de embarcações de até 400 metros de comprimento, entre os maiores cargueiros em operação no mundo.
“O Governo Federal tem uma atenção especial para o Porto de Itajaí porque o encontrou praticamente fechado, impactando a economia de Santa Catarina e do país. A concessão do canal é mais um passo para dar maior eficiência ao terminal”, destaca o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, reforçou que a concessão “dará previsibilidade à operação portuária com dragagens programadas e possibilita aprofundar o calado para até 16 metros, viabilizando a entrada de navios de 400 metros de comprimento, os maiores cargueiros do mundo.”
Além das obras de dragagem e reestruturação, o contrato prevê a retirada de interferências no canal de acesso, entre elas os destroços do Pallas e estruturas remanescentes de espigões, bem como a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), que ampliará a segurança da navegação. A remoção do Pallas é considerada uma das medidas mais importantes para a expansão do Porto de Itajaí. A intervenção permitirá a ampliação da bacia de evolução e abrirá caminho para a operação de navios da classe New Panamax, aumentando a eficiência e a competitividade do complexo.
No fim de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Univali e a Autoridade Portuária Federal assinaram convênio para a realização dos estudos técnicos necessários à retirada da embarcação. Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra uma agenda de projetos estratégicos iniciada com a retomada das operações sob gestão federal. “É um passo decisivo para qualificar o canal, ampliar a segurança da navegação e criar condições para receber navios de grande porte”, afirma.
Localizado próximo às BR-101 e BR-470, o complexo atende exportadores e importadores de 21 estados e do Distrito Federal e figura entre os principais corredores para cargas de alto valor agregado do país. Depois de encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o Porto de Itajaí manteve o ritmo de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, alta de quase 40% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, crescimento de 57%.
Porto de Santos assina contrato para dragagem de aprofundamento do canal de navegação

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, avança na ampliação de sua capacidade operacional. A Autoridade Portuária de Santos (APS) assinou o contrato para a dragagem de aprofundamento do canal de navegação santista para 16 metros. A medida permitirá que embarcações maiores operem com mais segurança e eficiência e atende a uma demanda crescente do mercado internacional, que tem adotado navios cada vez maiores para transportar volumes elevados de cargas.
O investimento previsto para a intervenção, que será realizada pela empresa Jan de Nul, é de R$617,9 milhões por um período de cinco anos. Hoje, o canal possui profundidade de 15 metros, resultado da última obra de 14 anos atrás. A expectativa é que a melhoria contribua para reduzir custos operacionais e ofereça mais competitividade aos produtos brasileiros no exterior.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o aprofundamento do canal faz parte da estratégia de expansão da infraestrutura para acompanhar o crescimento da demanda e garantir maior agilidade às operações. “Essa obra significa mais capacidade para movimentar cargas e maior eficiência logística, mantendo o Brasil competitivo nas principais rotas do comércio internacional. É um investimento estratégico para o Porto de Santos e também para o crescimento da infraestrutura portuária”, afirmou.
“É um investimento que estamos fazendo de quase 620 milhões, que atende ao planejamento de expansão do Porto de Santos, para que a mais moderna frota de navios cargueiros do mundo possa acessar sem dificuldade os terminais, aumentando a produtividade e diminuindo custos”, disse o presidente da APS, Anderson Pomini.
O aprofundamento do canal do Porto de Santos será feito depois de 14 anos da última obra, quando a profundidade foi aumentada para 15 metros. Neste período, os navios passaram a exigir maior calado. Com a obra, a APS visa garantir aos usuários do complexo portuário melhor infraestrutura.
Além da execução da dragagem, a contratação contempla etapas como licenciamento ambiental, elaboração dos projetos básico e executivo e a manutenção da nova profundidade por dois anos.
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