Newsletter Leader Cargo Setembro 2026

Situação Mercado China
O que está acontecendo com os fretes?
A situação do mercado está criticamente caótica. Até o momento, o volume acumulado de cargas represadas nas áreas portuárias de Xangai e Ningbo já ultrapassou 400.000 TEUs.
Atrasos massivos de navios, omissões de portos (skip-port) e cargas roladas (rolling cargo) estão ocorrendo de forma generalizada.
Forte congestionamento no transporte rodoviário em ambos os portos criou um verdadeiro gargalo logístico.
Os serviços marítimos foram reduzidos para embarques quinzenais, em vez de semanais.
Setembro não apresenta sinais de melhora e, com a aproximação do feriado da Golden Week na China, em outubro, a capacidade disponível deverá ser ainda mais reduzida.

Efeito em cadeia nº 1 – Efeito dominó em outros portos
(Qingdao, Tianjin, Xiamen, Yantian, Shekou, Nansha etc.)
Como os mega-navios das principais linhas marítimas estão presos no Leste da China, eles não conseguem seguir para os portos do Norte ou do Sul da China dentro dos prazos previstos.
Isso provocou uma forte desorganização nos cronogramas de abertura dos gates e cut-off de carga dos portos subsequentes, deixando contêineres parados nos terminais por períodos prolongados.
O efeito cascata está se intensificando e nenhum porto está imune à situação.
Efeito em cadeia nº 2 – Estratégias agressivas de omissão de portos e rolling
Para tentar recuperar a regularidade de seus serviços, os armadores estão:
Reduzindo ou cancelando completamente as escalas em Xangai/Ningbo (skip-port direto), com as cargas sendo posteriormente encaminhadas ou transbordadas.
Reduzindo a capacidade das viagens subsequentes, fazendo com que contêineres que já foram entregues nos terminais sejam forçosamente rolados para o próximo navio disponível.
Como consequência, os clientes estão enfrentando custos adicionais de entrega/devolução de contêineres, além do acúmulo de armazenagem e demurrage, custos que, diante das atuais políticas dos armadores, são praticamente inevitáveis.
Fretes – Forte alta semanal
As tarifas de frete estão disparando. A partir de 1º de setembro, as tarifas spot já ultrapassam USD 10.000/FEU, e estamos observando aumentos semanais de até USD 10.000 ou mais.
Isso não é uma alta temporária; é a nova realidade do mercado.
Nossas recomendações
Aja agora – não espere setembro para que o mercado se “estabilize”; isso não deve acontecer. Recomendamos considerar o espaço confirmado e garantido em navios com disponibilidade imediata.
Evite armadilhas de preço baixo – espaço não confirmado não tem valor neste mercado. Se você possui embarques urgentes que precisam necessariamente ser realizados, não dependa de cotações de baixo custo oferecidas por outros agentes de carga que não possuem espaço confirmado. Neste cenário, essas ofertas são pouco confiáveis e podem deixar sua carga parada.
Planeje a Golden Week com antecedência – se possível, faça suas reservas com pelo menos 3 a 4 semanas de antecedência.
Entre em contato conosco para elaborarmos um plano de contingência personalizado. Temos relacionamento com os armadores e espaços alocados para manter suas cargas em movimento.
Estamos monitorando a situação de perto e manteremos você atualizado sobre qualquer mudança.
Mantenha-se seguro, antecipe-se ao mercado e conte conosco para movimentar sua carga agora.
Cinco curiosidades sobre os portos brasileiros que mostram por que essa atividade é essencial para o país
De navios com mais de 24 mil contêineres à navegação pelos rios da Amazônia, descubra números e histórias que revelam a dimensão da atividade portuária no Brasil

Quando se fala em porto, é fácil pensar em navios gigantes, contêineres empilhados e toneladas de cargas sendo embarcadas. Mas, por trás dessa paisagem, existe uma estrutura que participa, direta ou indiretamente, de situações muito comuns do dia a dia. Desde o alimento que chega ao supermercado até o celular comprado pela internet.
Por trás de cada carga existe uma cadeia de trabalho, produção e transporte que ajuda a fazer com que alimentos, matérias-primas, máquinas e produtos cheguem a diferentes regiões do país.
Para entender melhor essa presença na vida dos brasileiros, confira cinco curiosidades sobre os portos que vão muito além dos navios e contêineres.
1 – Quase tudo o que o Brasil vende e compra do mundo passa pelo mar
Aproximadamente 95% do comércio internacional brasileiro, em volume, é transportado por via marítima. Isso significa que produtos como soja, minério de ferro, petróleo, carnes, café e celulose saem do país pelo mar e chegam a mercados de diferentes partes do mundo. Da mesma forma, produtos importados percorrem o caminho inverso até chegar ao território brasileiro.
Quando um produto brasileiro chega ao outro lado do mundo, é muito provável que sua viagem tenha começado em um porto.
2 – Nem todo porto fica à beira-mar
Em um país cortado por grandes rios, a navegação interior também é uma importante alternativa para transportar cargas e conectar comunidades. Na Amazônia, por exemplo, rios funcionam como estradas. Em diversas localidades, embarcações transportam passageiros e mercadorias e ajudam a conectar municípios que enfrentam limitações de acesso por outros modais.
O Brasil também possui uma extensa rede de águas. São cerca de 35 mil quilômetros de rios e canais navegáveis, além de aproximadamente 8.500 quilômetros de litoral, segundo o Ministério do Turismo.
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) é a responsável por regulamentar os serviços de transporte de passageiros, veículos e cargas realizados pela navegação interior em percursos interestaduais e internacionais.
3 – Um único navio pode carregar mais de 24 mil contêineres
Um grande navio pode transportar, em uma única viagem, mais de 24 mil TEUs, unidades equivalentes a contêineres de 20 pés. No Brasil, o crescimento da movimentação de contêineres mostra como esse tipo de operação ganhou escala. Apenas o Porto de Santos (SP) movimentou 5,9 milhões de TEUs em 2025, um recorde histórico do complexo.
A grande capacidade dos navios permite transportar enormes volumes de mercadorias em uma viagem e é uma das razões pelas quais o transporte marítimo tem papel central no comércio internacional.
4 – Profissionais mantém o funcionamento dia e noite
Os navios podem chegar, atracar, carregar e descarregar durante a noite, nos fins de semana e em feriados. Para que isso aconteça, uma grande cadeia de profissionais e serviços precisa funcionar de maneira coordenada.
São trabalhadores portuários, operadores de equipamentos, práticos, rebocadores, agentes marítimos, profissionais de segurança, fiscalização, logística e transporte terrestre, entre muitos outros.
No país, o Porto 24 horas foi criado para garantir a continuidade dos serviços dos diferentes órgãos que atuam nos portos e agilizar a liberação de mercadorias. A iniciativa busca reduzir tempo de espera e custos de armazenagem.
Em um porto, o trabalho de uma equipe depende do trabalho da outra. Um atraso em uma etapa pode repercutir em toda a cadeia logística. É uma operação que acontece longe dos olhos da maioria das pessoas, mas que ajuda a manter o comércio funcionando todos os dias.
5 – Os portos brasileiros movimentam bilhões de toneladas
Trigo, azeite, vinhos, pescados, eletrônicos, veículos, máquinas e diversos outros produtos podem chegar ao Brasil por via marítima. Na outra direção, produtos brasileiros como café, carnes, soja, milho, minério de ferro e celulose são embarcados para consumidores de outros países.
Em 2025, o Porto de Santos movimentou 49 milhões de toneladas de cargas de importação e 137,4 milhões de toneladas de exportação em 2025. No mesmo ano, 5,7 mil embarcações atracaram no complexo.
Mas o tamanho da atividade fica ainda mais evidente quando se olha para o conjunto do país. Segundo a Antaq, os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado e 6,1% acima do resultado de 2024.
O número mostra a dimensão de uma atividade que muitas vezes passa despercebida. A relação entre o porto e a vida cotidiana não termina no cais. Ela continua nas estradas, ferrovias, centros de distribuição, indústrias, supermercados e, finalmente, dentro das casas.
Fonte: Site oficial do Governo Brasileiro
De norte a sul, os caminhos que levam a produção brasileira ao mundo
Soja, minério, petróleo, carnes, café, celulose e produtos industrializados percorrem diferentes rotas até chegar aos mercados internacionais

De norte a sul, diferentes cadeias produtivas do Brasil colocam alimentos, minérios, energia e produtos industrializados nas prateleiras dos mercados e nas indústrias da maioria dos países. Só em 2025, as exportações brasileiras somaram 348,3 bilhões de dólares, alta de 3,3% em relação ao ano anterior.
Existe uma longa jornada por trás de cada produto vendido. A soja colhida no Centro-Oeste pode seguir por rodovia até um terminal fluvial, navegar em comboios de barcaças e chegar a um porto do Arco Norte. O minério produzido em Minas Gerais percorre ferrovias até os terminais portuários, e as carnes, automóveis, café, celulose e produtos industrializados podem chegar aos portos em caminhões, trens ou contêineres antes de seguir por navios para outros continentes.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em 2025 o Sudeste concentrou mais da metade das exportações brasileiras, com US$ 176,7 bilhões. Na sequência está o Sul, com US$ 57,4 bilhões; o Centro-Oeste (US$ 54,7 bilhões); o Norte (US$ 31,9 bilhões) e o Nordeste (US$ 25,3 bilhões).
Minérios, grãos e proteínas no Norte
Pelos portos do Pará, os principais produtos exportados no ano passado foram soja, milho e bauxita, responsáveis por quase 75% de toda a movimentação no período. Em Rondônia soja e milho respondem por quase 100% dos itens exportados.
Em 2025, os portos do Arco Norte – conjunto de portos e rotas de transporte do Norte e Nordeste, usados para escoar a produção brasileira – movimentaram 58 milhões de toneladas de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No mesmo ano, os portos e terminais da região registraram 163,4 milhões de toneladas, alta de 10,4% frente a 2024, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Soja, frutas e minerais do Nordeste
Entre os destaques de exportação no Nordeste, estão minério de ferro, petróleo e derivados, soja, além de frutas, açúcar e alimentos processados. A China foi o principal destino, seguida por Estados Unidos e Canadá.
No Maranhão, o destaque em 2025 ficou com o terminal Marítimo de Ponta da Madeira – um dos maiores e mais importantes portos de exportação de minério de ferro do mundo – que movimentou 172,4 milhões de toneladas do produto no ano passado.
Em Pernambuco, o Porto de Suape se destaca por ser o maior porto público do Nordeste, onde predomina a movimentação de petróleo e derivados, minérios, açúcar e veículos. Em 2025, a exportação de veículos foi a maior da história, com quase 84 mil unidades exportadas.
Produção agrícola no Centro-Oeste
A região é uma das principais produtoras brasileiras de soja, milho, algodão e carnes. Parte crescente da produção da soja mato-grossense encontra no Arco Norte uma alternativa logística para o transporte das cargas.
Caminhões transportam os grãos até terminais estratégicos, onde a carga pode ser transferida para barcaças. A navegação pelos rios Tapajós, Madeira, Amazonas e Tocantins permite conectar áreas produtoras do Centro-Oeste aos portos do Norte e Nordeste.
Petróleo, minério e café no Sudeste
Maior região exportadora do país, o Sudeste combina recursos naturais e uma indústria diversificada. Petróleo, minério de ferro, café, açúcar, suco de laranja, celulose, carnes, produtos siderúrgicos, veículos e máquinas fazem parte desse conjunto. Os portos da região respondem por aproximadamente a metade de tudo o que o Brasil exportou em 2025 (700,2 milhões de toneladas).
Em São Paulo, o Porto de Santos se destaca. Maior porto em movimentação da América Latina – 142,8 toneladas escoadas no ano passado –, uma grande variedade de produtos são movimentados, como açúcar, etanol, carnes, soja, produtos florestais, sucos e café.
Em Vitória, o terminal de Tubarão é especializado em minério de ferro, sendo escolhida por diversas das maiores empresas siderúrgicas do Brasil para escoar seus produtos. Apenas no ano passado, esse terminal privado movimentou 80,7 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos.
Alimentos que saem do Sul
A produção agrícola e a indústria de alimentos têm peso importante na região, com destaque para soja, carnes de frango e suína, açúcar, papel, madeira e produtos industrializados.
No Paraná, entre os principais produtos exportados em 2025 estavam soja, carne de frango, farelo de soja, açúcar, papel e automóveis. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também têm forte participação nas exportações de proteínas animais.
Em 2025, o Brasil exportou 5,16 milhões de toneladas de carne de frango, e a Região Sul respondeu pela maior parte desse mercado.
Fonte: Site oficial do Governo Brasileiro
Fontes: Site oficial do Governo Brasileiro e Reprodução/Gov Br
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