Newsletter Leader Cargo Outubro 2026


Abertura de mercados para produtos brasileiros em Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai
As autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicaram ao Brasil a abertura de mercados para novos produtos brasileiros.
Para Antígua e Barbuda, está autorizada a exportação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos.
Para o Chile, foi autorizada a exportação brasileira de extrato de carne de ruminantes para consumo humano.
Para a Argélia, está autorizada a exportação de grãos secos de destilaria (DDG) de milho brasileiro.
A China, por sua vez, autorizou a exportação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.
O Paraguai, por fim, autorizou a exportação brasileira de fibra de coco (substrato).
Entre chegadas e partidas: o papel das áreas de armazenamento nos portos
De grãos a contêineres, as mercadorias passam por estruturas específicas pra cada tipo de carga antes de seguir para o próximo destino

Antes de chegar ao destino, uma carga pode passar por diferentes estruturas dentro de um porto. Durante o percurso, as áreas de armazenamento recebem as mercadorias que aguardam o próximo transporte e ajudam a organizar a movimentação entre os navios, caminhões e trens. É nesses espaços que os produtos podem permanecer por determinado período antes de seguir para o seu destino.
A principal função da área de armazenamento é organizar o fluxo de cargas e permitir que a movimentação aconteça de forma coordenada, de acordo com as características de cada produto e com o planejamento da operação. Isso faz com que o porto funcione como um ponto de conexão entre diferentes meios de transporte. Uma mercadoria pode chegar de caminhão ou trem, permanecer armazenada e depois ser levada até o navio. Também pode acontecer o contrário, os produtos são desembarcados, passam pela área de armazenamento e seguem por rodovia ou ferrovia até o destino.
Porto do Rio Grande terá novo terminal para movimentação de cargas
Instalação será integrada à rede hidroviária gaúcha; empreendimento já conta com contrato de adesão autorizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Antaq

A implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto do Rio Grande avançou nesta sexta-feira (11) com a assinatura do contrato de cessão da área destinada ao empreendimento. O documento foi firmado entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a empresa Terminal Rio Grande do Sul S.A.
A assinatura dá continuidade ao processo de implantação do terminal, que teve, em janeiro deste ano, o contrato de adesão para exploração da instalação portuária firmado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a integração entre a produção industrial e a infraestrutura portuária é fundamental para acompanhar o crescimento da atividade econômica e garantir melhores condições para o escoamento da produção. “Um projeto dessa dimensão exige planejamento e segurança para que cada etapa avance de forma coordenada. É papel do poder público criar as condições para que a infraestrutura acompanhe as necessidades do setor produtivo, com segurança operacional e responsabilidade ambiental”, afirma.
O projeto prevê a construção de dois berços para navios, dois para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose. A expectativa é que o terminal tenha capacidade para escoar cerca de 5 milhões de toneladas do produto por ano.
Integração com as hidrovias
A operação do terminal também deverá ampliar a integração entre o transporte hidroviário e a movimentação de cargas no Porto do Rio Grande. A instalação portuária faz parte do Projeto Natureza, da CMPC, que prevê a implantação de uma nova unidade de produção de celulose em Barra do Ribeiro e estruturas para o escoamento da produção. O sistema foi planejado para receber cargas por hidrovia, realizar o armazenamento da produção e fazer o carregamento de navios, conectando a produção industrial à infraestrutura de transporte aquaviário.
A iniciativa está alinhada às ações do Governo do Brasil para recuperar e qualificar a infraestrutura hidroviária gaúcha. O MPor trabalha na recuperação da navegabilidade das hidrovias e na melhoria das condições de segurança e regularidade para o transporte de cargas. “O Brasil precisa utilizar melhor suas hidrovias, e o Sul do país tem uma oportunidade concreta de avançar nesse caminho. Com planejamento, participação social, responsabilidade ambiental e cooperação entre os setores público e privado, vamos criar as condições para que a navegação interior cumpra um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento regional e nacional”, destaca Tomé Franca.
Também está em andamento a proposta de concessão do Sistema Aquaviário Integrado do Sul e Lagoa Mirim, que reúne os acessos aquaviários aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, além de trechos de rios e lagoas do estado. A iniciativa prevê uma gestão integrada desse sistema, com o objetivo de dar mais previsibilidade à navegação e garantir maior regularidade ao transporte de cargas.
Para o ministro Tomé Franca, a ampliação e a integração da infraestrutura portuária e hidroviária são importantes para acompanhar o desenvolvimento das atividades produtivas e melhorar as condições de escoamento da produção. “O papel do Ministério de Portos e Aeroportos é contribuir para que os investimentos em infraestrutura acompanhem o crescimento da economia, reduzam gargalos, ampliem a eficiência logística e deem maior competitividade às exportações brasileiras”, finaliza o chefe da pasta.
Novo terminal de Fortaleza mira exportação refrigerada de frutas
Projeto marca a primeira licitação de um terminal de contêineres em duas décadas

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (02) a modelagem do edital para o leilão do MUC04, novo terminal de contêineres do Porto de Fortaleza (CE). O projeto marca a retomada, após duas décadas, de licitação de um novo terminal desse tipo no país. Após a análise das considerações do TCU, o projeto será encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela continuidade dos procedimentos para a realização do leilão.
O MUC04 será destinado à movimentação e armazenamento de cargas em contêineres e terá papel logístico relevante na economia do Nordeste, especialmente no suporte à exportação do agronegócio e na movimentação de frutas, segmento que exige infraestrutura com tomadas para contêineres refrigerados (reefer) e eficiência na cadeia de frio para alcançar os mercados internacionais com agilidade.
A empresa vencedora do leilão terá um prazo contratual de 25 anos para realizar investimentos de cerca de R$ 429 milhões na infraestrutura do terminal. Atualmente, as operações de contêineres no Porto de Fortaleza ocorrem de forma fragmentada, sob o amparo de um contrato de transição, em uma área limitada, de cerca de 88 mil metros quadrados. O novo arrendamento consolidará o MUC04 em uma área contínua e ampliada de aproximadamente 148 mil metros quadrados, permitindo otimizar o layout e implantar melhorias substanciais.
A ampliação da estrutura aumentará a oferta de serviços portuários para a hinterlândia (área de influência de um porto) do Ceará, que abrange diversos estados do Nordeste e do Centro-Oeste, contribuindo para aumentar a competitividade, reduzir custos logísticos e modernizar o escoamento da produção e das exportações cearenses.
Com capacidade de movimentar anualmente 360 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o projeto também deverá contribuir para a geração de empregos, com a previsão de 379 vagas diretas, entre funções administrativas e operacionais.
Fonte: Site oficial do Governo Brasileiro
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